Começando um projeto usando técnicas de UX e UI

Novos projetos exigem organização, estruturas e acompanhamento. Para começar seu projeto com o pé direito e na direção correta fiz um passo a passo de como a estrutura de trabalho de UX e Designers podem ajudar a dar uma visão macro de projetos que são centrados no usuário.

passo1

Primeiro item da lista é sempre saber exatamente o que seu aplicativo / projeto / site faz. Parece bobo, mas a maioria das pessoas quando vão descrever seus aplicativos criam uma lista de funcionalidades gigantescas quando vai falar do seu produto, ou travam e começam a se explicar com um: é tipo umoutro aplicativo de sucesso”. Uma dica importantíssima é sempre criar uma frase que explique qual a função primordial do meu projeto, qual o problema o seu aplicativo resolve – Vou dar um exemplo: o Uber.

“O Uber é um aplicativo que conecta usuários com automóveis de passageiros com condutor.”

Parece fácil neh? Nem tanto, sempre caímos na tentação de tentar explicar as funcionalidades, mas assim como para o usuário final o investidor não quer saber de cara como o seu aplicativo faz suas ações. Isso só interessa para profissionais da área que querem entender sobre o serviço de geolocalização, modelo de negócios, pagamentos ou etc. Logo, quando você vai explicar para alguém sobre seu aplicativo fale sobre como o seu aplicativo vai resolver o problema dele! Depois, quando o ouvinte se interessar, ele mesmo vai fazer as perguntas sobre o que ele quer entender do seu projeto. Tente fazer um exercício, pegue um aplicativo que você gosta e tente descrever a ideia do aplicativo ou o problema que ele se propõe resolver.

Ainda não tenho a ideia.

Para muitos, o sonho de criar um produto inovador ou começar um novo negócio é um sonho distante, que empaca na máxima: Não consigo ter a ideia! Então resolva um problema! Enfrentamos muitos problemas no dia-a-dia, com certeza várias pessoas passam pelos mesmos problemas que passamos, logo, resolvendo o seu problema pode ser que atinja muitas outras pessoas!

passo2

Mas pode acontecer de acharmos um problema que não é visto com valor pelo mercado ou pelos usuários, por isso é sempre interessante algumas pesquisas para validar se a sua ideia é vista pelos investidores como uma boa ideia, ou se ela é boa só no campo das ideias mesmo.

Vá com calma! Validar a ideia não se restringe a perguntar somente para amigos ou investidores, você precisa ir à campo, ver o problema acontecendo na vida real e entender como as pessoas resolvem aquele problema, pergunte, questione, faça hipóteses e valide – nesta fase as pesquisas serão suas aliadas. Nesta hora você precisa ter em mente: o seu produto e o usuário, você deve investigar, questionar e validar com eles! Em seguida, aproveite toda essa informação sobre o usuário e crie suas personas!

persona_passoapassoPersonas são usuários fictícios, inspirados em comportamentos, desejos, motivações e limitações de pessoas reais. São parte de um processo de Design Centrado no Usuário, usados para que você e seu time nunca percam o foco sobre o seu real usuário – para não esquecer que qualquer tomada de decisão deve ser feita pensando nas personas e não no gosto pessoal. As personas também estão sendo usadas hoje em estratégias de marketing digital, já que temos traçado alí várias características sobre o usuário.


passo3

Esta é a fase que gosto de chamar de Rabiscoframe, tire a sua ideia da cabeça e coloque no papel, já comece a pensar em como os elementos vão ficar na tela que você está projetando. É claro que você não terá a fidelidade de ferramentas de desenhos, mas conseguirá distribuir elementos no espaço, imaginar as interações, repensar algumas hierarquias e rabiscando poderá discutir com outros membros da equipe – sabe por quê você deve mostrar para o time o rabisco no papel mesmo? Porque ninguém tem medo de opinar sobre um rabisco no papel! Todos vão desenhar, rabiscar e discutir as ideias e é muito importante ouvir o time todo, todos podem contribuir para melhorar o projeto e pensar nas limitações (seja elas de ferramenta ou financeiras). Não pule esta fase, há casos onde pegamos algumas falhas de navegação ou até mesmo itens faltando que podem fracassar a ação final do usuário. Aqui, se você conseguir fazer um teste rápido com alguns usuários, vai ajudar muito – falhar agora não tem prejuízo nenhum para o projeto e você poderá validar algumas hipóteses com seus usuários!

passo4

Logo após colher os feedbacks e fazer os ajustes necessários no seu projeto é hora de fazer um protótipo para validar tudo que foi pensado na fase do wireframe, você pode usar softwares gratuitos ou pagos que ajudam na interação e no teste de usabilidade. Assim, poderá ver como o usuário está se sentindo sobre a usabilidade, interação, taxinomia e hierarquia do seu site/aplicativo ou qualquer que seja seu projeto. Segue alguns softwares para prototipação disponíveis no mercado:

Gratuitos e Pagos

Cacoo, Justinmind Protyper , MockFlow, Proto.io, Prott, Marvel apps, POP | Prototyping on Paper  (este último tem para Windows, mas a versão phone não é universal app). Estes sites e softwares tem versões pagas e gratuitas, as versões gratuitas deles são limitadas e podem causar um stress ou pelas limitações de quantidade de paginas ou por limitar a criação e compartilhamento, mas mesmo assim, vale dar uma olhada escolher a sua favorita e quem sabe investir em algumas delas no futuro!

Já as versões pagas não deixam a desejar e tem grandes vantagens, além de ter várias opções de planos! Axure, OmniGraffle, Photoshop CC, Balsamiq Mockups, UX Pin, Mockup Builder.

passo5

É nesta fase que se escolhe a identidade visual do seu projeto, aplicativo ou site. Você sabe quem é seu usuário, já tem o posicionamento de mercado agora é hora de deixar o seu projeto atraente para o usuário final. Sabemos que o layout é um dos responsáveis pelo sucesso de um aplicativo, é o layout que torna o aplicativo bonito e intuitivo

São responsáveis pelo layout o designer, o front end e os desenvolvedores. Mas como assim, os desenvolvedores? Sim, o sucesso de um layout se dá pelos feedbacks que ele retorna para o usuário, enquanto o designer se preocupa com as mensagens, retorno, feedback visual o time de desenvolvimento precisa estar atento no tempo de resposta do aplicativo, em quais dados mostrar e quais dados não são relevantes para o usuário, a não ser que ele peça. E a real intenção por traz de cada comando. Sabe por quê isso é muito mais importante do que apertar botões? Porque temos aplicativos que contam com auxílio de ferramentas cognitivas, como comandos de voz, por exemplo. Usuário pergunta se tem pet shops na região onde ele está, não basta responder: SIM, o que o usuário quer realmente saber é: onde estão as lojas, qual a distância de onde ele está, quais estão abertas e se há um meio de entrar em contato com elas. Para aplicativos onde o a interface não se dá pelo layout, (como as interfaces conversacionais por exemplo) o desenvolvedor é também parte do time de design e interface!

Todos nós sabemos que um projeto não é só isso, não existe só este jeito de fazer as coisas e as fases não são necessariamente estas descritas. É o meu manual de acesso rápido, com o tempo você e o seu time vão criar um processo, aprender novos jeitos de trabalhar, inserir e tirar fases de acordo com cada projeto ou cliente. O trabalho de criação e desenvolvimento de aplicativos e sites ainda é recente e muito vivo, cheio de novidades pelo caminho, todos estamos aprendendo e compartilhando nossas experiências para crescer juntos. Se você tem um processo parecido, ou diferente compartilhe aqui com a gente!

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